Investidores do agronegócio buscam diversificação em imóveis no litoral de Santa Catarina

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O patrimônio construído no campo também encontra espaço no mercado imobiliário do litoral catarinense. Em Itapema, empresários e produtores ligados ao agronegócio estão entre os compradores que buscam diversificar seus ativos e explorar possibilidades de renda com locação.

Um exemplo aparece na carteira do Grupo N1: segundo a incorporadora, 50% de seus clientes são ligados ao agronegócio, com investimentos principalmente no bairro Morretes. O percentual se refere aos compradores da empresa, e não à totalidade do mercado imobiliário de Itapema.

Do campo ao litoral: o que motiva esse movimento?

O agronegócio mantém uma participação expressiva na economia brasileira. Para 2026, o PIB do setor está estimado em R$ 3,13 trilhões, segundo dados do Cepea em parceria com a CNA. As projeções também apontam diferenças entre as atividades, com retração prevista no ramo agrícola e crescimento na pecuária.

Nesse contexto, a compra de imóveis aparece como uma alternativa para distribuir parte do patrimônio entre atividades diferentes.

Segundo o Grupo N1, esses compradores procuram combinar diversificação patrimonial, expectativa de valorização e geração de receita por meio da locação, mantendo sua atuação no agronegócio.

Itapema entre os mercados de maior preço do país

De acordo com os dados citados na reportagem da Gazeta do Povo, o preço médio anunciado dos imóveis residenciais em Itapema chegou a R$ 15.403 por metro quadrado em agosto de 2026, conforme o Índice FipeZAP.

Esse indicador acompanha preços de anúncios de venda. Portanto, funciona como uma referência para observar o mercado, mas não representa necessariamente o valor final das negociações ou o preço de um imóvel específico.

Localização, características da unidade, padrão construtivo e condições de compra precisam fazer parte da análise de cada oportunidade.

Morretes ganha espaço nas decisões de compra

Morretes concentra parte da expansão imobiliária de Itapema e está entre as regiões onde o Grupo N1 mantém empreendimentos.

Segundo a empresa, a possibilidade de locação tem peso nas decisões dos compradores ligados ao agro. O objetivo é acrescentar uma fonte de receita ao patrimônio e complementar os rendimentos da atividade principal.

O resultado dessa estratégia depende das condições de cada imóvel, da procura por locação e dos custos envolvidos. A valorização registrada no passado também não garante o desempenho futuro.

Um imóvel alinhado aos objetivos do comprador

Diversificar o patrimônio exige entender qual será a função do imóvel: uso próprio, locação ou uma combinação dos dois.

A partir dessa definição, fica mais fácil comparar bairros, empreendimentos, valores e condições de aquisição. Para quem vem do agronegócio e considera investir no litoral catarinense, conhecer o mercado local é parte importante dessa decisão.

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